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Procedimento · Otologia

Otosclerose: a perda auditiva que pode ter tratamento cirúrgico

A otosclerose é uma das causas de perda auditiva em que a cirurgia pode ajudar. Muitas pessoas chegam ao consultório achando que a perda é "da idade" ou "de família, não tem jeito". Aqui explico o que é a otosclerose, como faço o diagnóstico e como é a cirurgia.

O que é a otosclerose

O som chega ao ouvido interno passando por três ossinhos: martelo, bigorna e estribo. O estribo, o menor osso do corpo, precisa vibrar livremente para transmitir o som.

Na otosclerose, um crescimento anormal do osso ao redor do estribo vai prendendo esse ossinho. Ele deixa de vibrar como deveria, e o som passa com dificuldade. O resultado é uma perda auditiva de condução, que costuma piorar aos poucos.

Quem costuma ter e quais são os sinais

Como faço o diagnóstico

Na otosclerose, o tímpano costuma ter aparência normal ao exame. O diagnóstico vem dos exames de audição:

EtapaO que mostra
Consulta e otoscopiaTímpano de aparência normal, o que ajuda a separar a otosclerose de outras causas
AudiometriaO grau da perda e se ela é de condução, com a cóclea preservada
ImitanciometriaRigidez do sistema e ausência do reflexo do estribo
Tomografia dos ossos temporaisPara ver o foco de otosclerose e planejar a cirurgia

Quais são as opções de tratamento

A otosclerose não coloca a vida em risco. Por isso, a decisão é tomada junto com você, pensando no quanto a perda atrapalha o seu dia a dia. As opções são:

Como é a estapedotomia

Na estapedotomia, faço uma pequena abertura na base do estribo, retiro a parte que está presa e coloco uma prótese muito pequena, em forma de pistão. É ela que passa a transmitir a vibração do som para o ouvido interno.

Opero com anestesia geral, em ambiente hospitalar, pelo canal do ouvido, sem cortes visíveis. O paciente geralmente vai para casa no mesmo dia ou no dia seguinte.

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Quando os dois ouvidos são afetados, opero um de cada vez, começando em geral pelo que ouve pior. O segundo só é considerado depois que o primeiro se recupera.

Não indico a cirurgia no único ouvido que ouve, nem com uma infecção de ouvido ativa.

Ou a prótese ancorada no osso

Em vez de mexer no estribo, a prótese ancorada no osso entrega o som diretamente ao osso do crânio, contornando o problema mecânico do ouvido médio. Costumo considerar essa opção quando a estapedotomia não é indicada — por exemplo, no único ouvido que ouve — ou quando o paciente prefere evitar uma cirurgia dentro do ouvido médio.

Hoje existem modelos com a pele fechada sobre o implante (transcutâneos), como o Bonebridge® (MED-EL), o Osia® (Cochlear) e o Sentio™ (Oticon Medical), além do Baha® Attract (Cochlear), que é passivo; e modelos com um pino que atravessa a pele (percutâneos), como o Ponto™ (Oticon Medical) e o Baha® Connect (Cochlear). Explico as diferenças entre eles com mais detalhe na página sobre prótese auditiva ancorada no osso, onde também explico o teste com bandana antes de operar.

O que esperar da audição

O objetivo da cirurgia é reduzir a perda de condução. Se parte da perda vier da cóclea, essa parte não é corrigida. A audiometria feita antes da cirurgia mostra o que é possível esperar, e eu converso sobre isso com você antes de indicar. O resultado varia de pessoa para pessoa e só é avaliado depois da recuperação, com uma nova audiometria.

Recuperação

Riscos

Explico os riscos em detalhe na consulta. Os mais conhecidos são:

O plano de saúde cobre?

Para a sua primeira consulta

Traga as audiometrias que já tiver, principalmente as mais antigas, que mostram como a perda evoluiu.

Consultas às segundas e sextas, das 9h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h, e às terças e quintas, das 14h30 às 17h — presenciais na Clínica Rhinus, em São Luís, ou por teleconsulta.

Conteúdo revisado pela Dra. Aline Gomes Bittencourt · CRM-MA 7562 · RQE 1832 · em

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